Aldo conta a história da Torre Eiffel ribeirão-pretana

Vale a pena ler de novo! História publicada pela primeira vez em 20 de abril de 2017! 

 

Tem 11 metros, demorou dois meses para ser construída e há 25 anos chama a atenção de quem passa em frente à loja de lustres, na avenida independência. O que é, o que é?

Só mesmo um ribeirão-pretano para acertar. Francês nenhum ousaria dizer que a Torre Eiffel é resposta para anedota.

Tudo bem. A torre de lá é mesmo mais majestosa: 324 metros, dois anos de construção, em pelo Champ de Mars, Paris, cartão postal do mundo.

Mas é a Eiffel daqui, há que se dizer, que marca a localização da avenida entre acima ou abaixo da torre, que é ponto turístico para quem vem de fora e que abrilhanta as selfies de quem ainda não teve tempo – e dim-dim – para conhecer a oficial.

E quem disse que a torre de cá não encanta gente de lá?

Até mesmo a seleção francesa, quando se instalou em Ribeirão para os jogos da Copa, conheceu a nossa torre e posou para fotos com a pequena majestosa.

Mas, como é que a torre foi parar ali? É a pergunta que contagia de francês a sertanezino.

Aldo Jordão Júnior é quem conta a história que começou lá com seu pai, 57 anos atrás.

Em 1960, o Aldo pai, que trabalhava como eletricista, abriu um armazém no centro de Ribeirão. Vendia de tudo e, entre o tudo, lustres e rádios.

Em 1968 decidiu se especializar na área que tanto conhecia e abriu a loja da Independência, sem torre, com uma portinha pequena.

O nome ‘Rádio Luz’ vem do antigo armazém, que tantos aparelhos de música comercializou.

Foi só em 1992, porém, que a loja decidiu replicar o cartão postal da “cidade luz”.

Aldo conta que havia acabado de se formar em administração e queria dar uma cara nova para a loja da família. Pesquisou, pesquisou e chegou à Paris.

Não há luz mais reluzente!

Fez da Torre Eiffel o logo da loja, estampou as portas e quando o arquiteto sugeriu a réplica da torre não pensou para acatar.

 

Encomendaram em uma empresa de ferro e, quando finalmente chegou, a surpresa nada luminosa.

– Eles se enganaram e montaram uma torre comum. Fizemos tirar!

A Torre Eiffel daqui demorou dois meses para ficar pronta e quatro meses para ser completamente instalada.

Na época, tinha luzes e tudo!

As leis municipais, porém, fizeram o luminoso apagar.

E quase tiraram a torre do seu lugar.

– Nós fizemos uma pesquisa na cidade e todos votaram pela permanência da torre.

A pequena permaneceu.

E, agora, com as novas leis, voltou a ter luz. Pudera! A Eiffel é marco aqui e lá.

Aldo ainda tem mais planos. Quer criar um museu da elétrica, em memória à história de mais de meio século que o pai escreveu entre as luzes daqui.

Ribeirão, a Califôrnia brasileira, tem um pedacinho de França na avenida que brada Independência. Êta mistura bôa: é o interior quem diz!

 

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*As fotos da galeria são da primeira loja do pai de Aldo, na década de 60. Arquivo da família.

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