Com arte e criatividade, Eduardo dá vida a um Papai Noel diferente

Quem vê de longe, pensa que não é de verdade. A cor bronze faz a mente achar que deixaram ali, em meio ao calçadão, uma escultura feita em metal.

Essa é a intenção. Eduardo fica atento aos olhos de quem vê e, quando o admirador se aproxima, faz um movimento em saudação com as mãos: “Ó, é de verdade!”.

– Todo mundo acha que é de madeira, bronze, ferro. Eu queria trazer para a rua um impacto, uma coisa que fosse diferente.

Deu certo. Além de parecer de mentira, de tão bem feita, a fantasia faz uma leitura totalmente nova do cara que é ícone no mês de dezembro.

Com um Papai Noel todo seu, Eduardo encanta quem passa pelo Calçadão de Ribeirão Preto.

E vai além. Quem para e coloca uma contribuição na caixinha do artista – seja ela qual for – ganha uma estrelinha e uma mensagem alto astral.

– Uma mensagem muda o dia da pessoa. Muda até a vida da pessoa.

Haja pose, daí. Encantadas, as pessoas fazem selfie, abraçam, agradecem a arte compartilhada.

– É gratificante para a gente!

Estátua viva centro ribeirão preto

Eduardo Martins de Souza nem sabe dizer quando começou a ser artista. O amor pela arte sempre esteve dentro de si.

Ribeirão-pretano, ele teve poliomielite na infância e, como sequela, teve um comprometimento nos movimentos de um dos joelhos.

As muletas que usava para andar, porém, o levaram mundo afora.

Em 1981, aos 21 anos, ele começou a fazer embaixadinhas com as muletas pelas ruas de Ribeirão.

Dez anos depois, levava a arte para fora do país. Um amigo que havia ido morar na Europa comprou-lhe uma passagem e Eduardo passou 15 anos viajando por tantos países que perdeu as contas.

– A cultura lá fora é impressionante!

Conta que voltou porque a situação econômica por lá, por volta de 2005, começou a ficar complicada.

Em Ribeirão, continuou a arte. Mas decidiu que era hora de inovar.

Faz artesanato, cenário para peças de teatro e, há dois anos, criou a sua primeira obra como estátua viva. O mandarim encantou muita gente!

Tanto que, neste dezembro, Eduardo decidiu criar novamente. Levou às ruas seu olhar do Papai Noel.

– Eu faço com carinho e amor para as pessoas gostarem. Não vou para a rua fazer qualquer coisa. Vou para agradar as pessoas.

Estátua viva centro ribeirão preto

Em meses como dezembro, em que a lojas abrem das 9h às 22h, Eduardo chega a ficar 10 horas atuando. Faz intervalos longos, para aproveitar os horários com maior movimento.

As fantasias que cria são “acessíveis”, como ele explica. Diferente da maioria das estátuas vivas, ele faz seus personagens sentado.

E diz que o maior preparo está na mente:

– É preciso ter estratégias de pensamento, concentração.

Enquanto está parado, vai pensando nas novas obras que quer produzir, em novos trabalhos.

Pensou, por esses dias, que a próxima estátua será um anjo. Quer que o ano novo já comece com arte nova.

A maior recompensa é tirar do público o suspiro de encantamento: “Ó, é de verdade!”.

Eduardo ganha o dia. E quem passa segue o caminho mais leve.

 

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Comentários
  • Eduardo Martins de Souza
    Responder

    Muito obrigada pela matéria publicada,ficou muito legal,parabens por mais um lindo trabalho realizado,continue sempre assim profissional no que faz.

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