Vale a pena ler de novo: Selma e Waldir confirmam que amor de Carnaval sobe serra e altar

O amor de Selma e Waldir começou vencendo jargões. Subiu a serra e durou bem mais que o Carnaval. O primeiro encontro foi entre confetes e serpentinas. Trinta e quatro anos depois – quem poderia imaginar? – as águas continuam a rolar.

Waldir Roberto Gregnanini era amigo de infância do primo da Selma. Quis o destino – o acaso, ou sabe-se lá qual força cósmica – que se conhecessem no Carnaval de 1983, ela com 17 anos e ele com 16.

Foram passar a folia na Praia Grande e, quando o Carnaval já estava a acabar, Waldir se instalou no mesmo apartamento onde Selma estava. Não teve lágrimas de Pierrot nessa história. A paquera foi correspondida e logo o casal estava namorando.

O amor da Praia Grande abriu alas e continuou firme lá em São Paulo, onde os dois moravam na época. Tão firme que cinco anos depois subiu ao altar.

E aí, vem mais Carnaval.

Selma e Waldir faziam questão de casar na igreja Nossa Senhora de Fátima, em Perdizes. Mesmo marcando em outubro do ano seguinte, as opções eram poucas: ou casavam no sábado de Carnaval ou teriam que esperar meses a fio.

Caíram na folia mais uma vez e entraram na igreja em 13 de fevereiro de 1988. Teve convidado que, depois da festa, tirou a sandália de salto e caiu no samba das escolas que desfilavam na avenida. A lua de mel foi na mesma Praia Grande onde tudo começara, com a mesma folia do Carnaval que virou amor.

A primeira filha nasceu um ano depois do casório e hoje tem 28 anos. O segundo tem 21. Mudaram para Ribeirão em 2005, a trabalho, e não foram mais embora.

A família é toda carnavalesca.

Selma conta que seu pai sempre foi do samba. O irmão é diretor de uma escola em Santo André e a filha desfila desde pequenina.

Dos 29 anos de casados, muitos foram comemorados no Carnaval. A Bodas de Prata, por exemplo. Neste ano, o Carnaval caiu depois. Mais motivo para celebrar. Selma e Waldir comemoraram no dia 13 e, agora, vem mais festa.

Ela confessa:

– Tem quem ama Carnaval e quem detesta. A gente fica no meio termo.

Mas não dispensa um sambinha, uma alegria a mais na rotina. Sabe que vem muito Carnaval por aí. Com Waldir. Com amor.

“Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno Carnaval”, já cantou Vinicius de Moraes.

 

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