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Gleidson vende palhaços em busca do sonho. Você já viu?

18 fevereiro 2017 | Gente que inspira

De rosto pintado, peruca na cabeça e suspensório de cetim, Gleidson vende palhacinhos que pulam no calçadão de Ribeirão Preto.

Para quem passa apressado, é isso. “Compra um palhaço!”, aperta o passo e segue sem perceber o quanto de coragem tem ali.

Gleidson dos Santos da Cruz, 20 anos, vende palhaços porque acredita na vida. Por mais que o dia-a-dia seja mais “nãos” do que “sins”, ele está certo de que chega lá.

– A esperança é a última que morre.

Repete o clichê com tanta fé que a gente fica achando que está ouvindo pela primeira vez.

Gleidson é de Salvador, Bahia. Foi criado pela avó desde bebê, porque os pais o abandonaram. Entre o vai e vem dos dias, se envolveu com “amigos ruins”, como diz.

A polícia deu uma batida no apartamento do tal amigo, Gleidson estava lá e afirma que não sabia, mas os policiais acharam drogas e armas escondidas por ali. Ficou 16 dias preso e, quando saiu, a família custou a acreditar na sua versão da história.

– Resolvi batalhar sozinho, não ter muitas amizades e fazer minha família ter orgulho de mim.

Um primo trabalhava como palhaço no circo e avisou que tinha vaga. Há um ano, Gleidson viaja Brasil afora com um sorriso pintado no rosto e um tanto de esperança no coração.

 


A parada deste mês é Ribeirão Preto, onde Gleidson vende os palhaços no calçadão durante o dia e trabalha no picadeiro a noite.

Ele mesmo faz os brinquedos e, pelo material, paga R$ 2,50 ao circo. O que tira além disso, fica para ele. Costuma vender a R$ 5, mas às vezes pega o que o cliente oferece.

Está feliz com as vendas ribeirão-pretanas: 20 a 25 palhacinhos por dia.

Pouco para o sonho, suficiente para o hoje.

Fica só com o necessário para comer e dormir. O resto, manda para a avó na Bahia.

– Ela está muito feliz que estou aqui!

O sonho é juntar dinheiro, fazer um curso de gastronomia, abrir o próprio restaurante.

– Tô cansado de trabalhar para os outros. Já fui muito humilhado… Mas tô aqui firme e forte para continuar a batalha.

Fala do que é ruim por cima, sem detalhes. O foco mesmo está no amanhã, quando o ruim vai ter ficado para trás.

Ele não duvida.

– Tem muito tempo pela frente. O meu sonho nunca vai morrer. A esperança é a última que morre.

Repete de novo, como para convencer a si mesmo ou não deixar o coração esquecer.

Diz que todos os dias agradece a Deus pelo o que tem.

– Muitos queriam estar no nosso lugar, né? Vivo!

E conta que a avó ensinou a pensar assim. Mas para por aí.

– A saudade tem que manter bem fechada. Se soltar, dá vontade de voltar para casa. E ainda não é a hora.

Tem dificuldades de sorrir para a foto. Mas a pintura no rosto é de alegria.

Compartilha uma certeza: se quem passa por ele soubesse da história, não apressaria o passo.

– Se eles pudessem enxergar o que eu já passei, comprariam esses bonecos todos! Me dariam uma vida!

Segue gritando coragem: “Compra um palhaço!”. E há quem continue passando sem ver.

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