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A união faz a força? Para quem faz o bem, não há dúvidas. Mas dá para estar junto em isolamento social? A solidariedade mostra que sim!
Três ONGs de Ribeirão Preto se uniram para levar produtos de higiene e alimentos para quem pode ficar sem, durante a pandemia do coronavírus.
Reclamando da quarentena? Em Ribeirão, 9,7 mil famílias vivem em favelas, sem saneamento básico, sem estrutura, sem proteção.
– Essas pessoas têm uma alimentação precária, higiene precária, não têm saneamento básico. Estão a mercê da sorte.
As palavras são de Paula Domenichelli, criadora da ONG Resolvi Mudar, que hoje soma 100 voluntários, leva auxílio para moradores em situação de rua e para 250 famílias da comunidade Vida Nova.
Além de conter o avanço da doença, a preocupação é com as condições sociais dessas pessoas, que já estão perdendo seus trabalhos por causa da quarentena e das restrições, extremamente necessárias neste momento.
– A maioria são autônomos: faxineiros e faxineiras, pessoas que vendem produtos nos semáforos, que recolhem e vendem papelão. Como eles vão fazer? O problema ainda nem começou!
As ONGs Resolvi Mudar, Anjos da Cidade e Anjos das Ruas, então, resolveram somar forças em uma campanha de arrecadação. A ideia é levantar recursos financeiros para comprar cestas básicas, que serão entregues nas comunidades Vida Nova, Mangueiras, União, Brejo, além de outros bairros e locais da cidade, como o asilo Lar dos Velhos.
É preciso estratégia! A determinação é ficar em casa! A campanha pede, então, doação em dinheiro. As ONGs já fizeram uma parceria com um supermercado, que irá preparar as cestas, de acordo com o valor arrecado.
Alguns voluntários – poucos! – irão até as comunidades para a entrega, que será organizada pelos próprios moradores, para que não haja tumulto, aglomeração de pessoas ou aumento do risco de contágio! É preciso isolar, mas também é necessário unir, ajudar, participar.
– Eles precisam ter uma alimentação, precisam de produtos de higiene. Eles não têm sabonetes, produtos para limpar a casa. Nós podemos ter uma contaminação em massa.
As ONGs tiveram que interromper a entrega de marmitas para moradores em situação de rua por ora, para evitar aglomerações e possível contágio do vírus. Enquanto aguardam que a Secretaria de Assistência Social do município apresente uma solução e caminhos para o acolhimentos dessas pessoas, vão agindo como podem.
– Vamos fazendo o que dá! Não dá para ficar parado!
A campanha começou ontem, mas Paulinha já estava animada com a busca das pessoas pelo ajudar.
– Tá bonito de ver. Já tem muita gente ligando preocupada, querendo fazer alguma coisa. As pessoas estão tocadas com a situação.
Entre tanta tristeza, o que se pode esperar?
– Elas estão com o coração mais aberto, mais humanas. Eu espero que, quando isso tudo acabar, nós tenhamos um mundo melhor.
Antes da entrevista, ela foi levar mantimentos para um casal de idosos. Ele era motorista de aplicativo e está sem trabalho. Ela é dona de casa. A geladeira ficou vazia e não havia para onde correr. Encontraram apoio na solidariedade.
A Paulinha, quem conhece sabe, é assim: não tem hora para ajudar, isolamento que a impeça de fazer o bem. Em segurança, claro. Sem abraços e beijos, só amor compartilhado em ações.
– Espero que as pessoas entendam que o dinheiro não vale nada. Não compra nem a cura. O que vale é o ser humano, a família, o lar. Para quem tem um lar, né? A gente tem que dar valor é nisso.
Quem quiser ajudar, qualquer valor é bem-vindo. É tudo on-line. Sem contato, mas com muito carinho. Sem beijo, mas de coração aberto. É tempo de união: seja como for!
Conheça mais sobre o trabalho das ONGs:
Anjos da rua: https://www.facebook.com/anjosdaruarp/
*Quer traduzir essa história em libras? Acesse o site VLibras, que faz esse serviço gratuitamente: https://vlibras.gov.br/
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